Descubra mais sobre as delícias da gastronomia árabe e aprenda a fazer uma receita fácil!

Frutas, queijos, carnes, grãos, legumes e muitas especiarias caracterizam a gastronomia árabe. A influência dessa comunidade é muito forte no Brasil, e seus quitutes muito apreciados. Sendo assim, vale a pena descobrir mais sobre a história dessa culinária tão rica e quem sabe até se arriscar a fazer algumas receitas na sua própria cozinha!

Conheça mais sobre a gastronomia árabe

Já parou para pensar como surgiu a esfiha? E o kibe? E os doces árabes? Ou como as especiarias tão características dessa culinária ganharam espaço na gastronomia brasileira? Os pratos árabes chegaram ao país com os imigrantes no final do século XIX, vindos de diferentes lugares como Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Egito ou Palestina. A comunidade árabe é tão grande no Brasil que é uma das maiores fora de suas regiões originárias.

Esfiha

Acredita-se que o preparo do pão chato era mais comum no Iraque e começou a ser consumido com carne — geralmente de carneiro — e cebola principalmente na Síria e no Líbano, dando origem à esfiha. A massa é feita com uma receita de pão, mas sofre algumas variações dependendo do lugar onde é preparada, já que é um prato bastante difundido no mundo. Os recheios atualmente são variados, incluindo carne, queijo, frango e até versões doces.

Kibe

O kibe, ou quibe, é uma das iguarias árabes mais conhecidas e apreciadas. Seu nome deriva da palavra kubbeh que significa “bola” em árabe, devido ao seu formato. O quibe consiste em um bolinho de triguilho recheado com carne e temperado com especiarias. Acredita-se que o prato originou-se no Iraque e era consumido a princípio pelas classes mais baixas da população, pois misturava-se o trigo à carne para render mais. Ele pode ser encontrado em diferentes versões ao redor do mundo, incluindo com recheios diversos, frito, assado ou cru, e até mesmo com a massa feita de arroz e outros ingredientes.

Doces mediterrâneos

Existem vários doces muito conhecidos e apreciados pelos brasileiros, incluindo doces folhados, biscoitos, bolos e tortas.

  • Baklava: doce de massa folhada com recheio de pasta de nozes, pistache ou castanha com mel e temperado com especiarias. Sua origem é incerta, mas algumas histórias contam que esse doce era feito para imperadores turcos ou dado de presente para as mulheres favoritas do harém.
  • Ninho, Kanafeh ou Osh El Bulbul: é um doce feito de uma massa de macarrão bem fina chamada cabelo de anjo, e uma de suas formas mais comuns é em ninho — daí o nome. É frito e recheado de amêndoas, nozes, pistaches ou castanhas regadas com uma calda de açúcar ou mel.
  • Raleu ou Halawi: Feito com mel, açúcar e tahine (pasta de gergelim). Dizem que sua origem é da Pérsia e que, por durar muito tempo sem estragar e ser bem calórico, era levado pelos viajantes em trajetos longos e cansativos.
  • Dedo ou Asabi: produzido com uma massa folhada extremamente fina e recheada com nozes, este doce é bem delicado e tem o formato de um dedo.

Além do kibe e da esfiha

Além desses, são diversos os pratos da culinária árabe apreciados no Brasil e em diversas partes do mundo, como:

  • Malfuf: um charuto feito com folha de uva ou couve e recheado de arroz, carne moída e temperos.
  • Tabule: feito com o mesmo trigo usado para o kibe, porém usado solto, sem ser moldado em bolinhos, e misturado a tomate, pepino e ervas, como uma salada.
  • Baba Ganoush: pasta de berinjela, tahine e suco de limão.
  • Homus: pasta de grão de bico, tahine, azeite, limão e temperos.
  • Chancliche: queijo parecido com ricota, temperado com Za’atar, uma mistura de ervas.

Receita de comida árabe fácil: homus

O Homus é uma pasta fácil e prática que pode ser consumida com pão sírio como um lanche ou entrada.

Ingredientes:

2 xícaras (chá) grão de bico

1 xícara (chá) tahine

Suco de 1 limão

2 dentes de alho

½ xícara (chá) azeite de oliva

Cominho, sal, pimenta e páprica a gosto

Modo de preparo:

  1. Deixe o grão-de-bico de molho por 12 horas;
  2. Escorra a água do molho, coloque outra água e cozinhe os grãos na panela de pressão até que fiquem bem macios;
  3. Reserve a água do cozimento e coloque os grãos no triturador de alimentos;
  4. Triture os grãos e vá adicionando o alho, o azeite, o tahine e o limão.
  5. Misture bem;
  6. Se necessário, adicione um pouco da água do cozimento para deixar a mistura mais úmida. Ela deve ficar uma pasta cremosa;
  7. Coloque a mistura em uma vasilha e adicione os temperos, conforme o seu paladar;
  8. Sirva com pães.

A gastronomia é uma ótima forma de conhecer outras culturas por meio do paladar! E essa experiência fica ainda mais rica quando adicionamos um pouco de história a essa receita.

 

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